Sobre nós

Conheça a nossa história

Defendendo os interesses de uma classe primordial para o desenvolvimento humano e social, e atendendo as demandas dos paraenses em suas mais diversas especializações, a Sociedade Médico-Cirúrgica do Pará (SMCP) é responsável por pavimentar a estrada que trouxe a Medicina do estado ao que ela é hoje: forte, organizada e em constante evolução Essa história de responsabilidade social, contada hoje com a facilidade do respaldo e da credibilidade que a SMCP conquistou com seus esforços, iniciou há 105 anos, graças a médicos pioneiros que repensaram, com sucesso, a forma de lidar com medicina na Amazônia.

 

Foi assim, em tom de empolgação discreta, que os primeiros passos da Sociedade Médico Cirúrgica do Pará foram noticiados na Folha do Norte, em julho de 1914. Os jornais da época vislumbravam um futuro glorioso para a medicina paraense, considerada já de alto valor para o conhecimento científico, mas com pouca divulgação para o resto do país. Quando o dia 12 de julho chegou, por volta das 10h, a reunião da fundação se concretizou no Instituto de Proteção e Assistência à Infância (criado pelo Dr. Ophyr Loyola, um dos membros fundadores da SMCP).

 

Com mais de 70 associados em seu primeiro mês de existência, a SMCP nasceu do labor intelectual e do esforço conjunto das mãos de homens que, com visão humanitária, buscaram o fortalecimento da medicina no Pará e utilizaram seus nomes respeitados para transformar a concepção de ciência médica – tudo isso no coração da Amazônia, prato cheio para estudos de doenças tropicais e outros diversos fenômenos que fascinam a medicina mundial até hoje.

A FUNDAÇÃO DA SOCIEDADE MÉDICO-CIRÚRGICA DO PARÁ

 

As duas primeiras décadas do século XX, historicamente, despertam a atenção, pois foi quando se fundaram no Pará as escolas de nível superior e algumas instituições associativo-culturais e clubes sócio-esportivos.

 

Ao final do século XIX, em 1900, surgem a Academia Paraense de Letras e o Instituto Histórico, Geográfico e Etnográfico do Pará. Nas Academias de Letras, os mortais que cultivam as letras se consideram “imortais”. Salvo engano, parece ser uma tradição de origem europeia.

 

Ao início do século XX, a Amazônia anda vivia o ciclo áureo da economia gomífera, qual seja, a da maior exportação mundial da Hevea brasiliensis, época de riqueza e intenso intercâmbio artístico-cultural com a Europa, em especial com Portugal, França e Itália. Enquanto os jovens de classe média iam estudar Medicina na Bahia e Rio de Janeiro, os descendentes dos “barões da borracha” se graduavam em Lisboa, Paris e Louvain (Belgica).

 

Ainda durante a 1ª década, médicos e farmacêuticos constituíram uma associação única, mas de curta duração. Nessa época surgiram a Faculdade Livre de Direito (a mais antiga) e a Escola de Química e Farmácia.

 

Aos dias 15 de agosto de 1914, um grupo de médicos, após diversas reuniões, fundou, em sessão solene, no imponente Salão Nobre da Santa Casa de Misericórdia do Pará, à rua Oliveira Bello, a Sociedade Médico-Cirúrgica do Pará SMCP. Sem dúvida, é um importante marco na história da Medicina no Pará. A data 15 de agosto relembra a adesão do Grão Pará à Independência do Brasil, em 1823. Ainda falta o Brasil se libertar da “agiotagem globalizada” do Fundo Monetário Internacional FMI dominado pelos Estados Unidos da América.

 

O Profº Clóvis de Bastos Meira, ilustre decano da Medicina paraense, historiógrafo e biógrafo, no seu livro – Medicina de Outrora no Pará, 1989, - diz: “É surpreendente como foi possível a um pequeno grupo de médicos, no início do século, fundar uma associação cultural e recreativa, imprimindo tal força e determinação que permitiu sobrevivência até os nossos dias”. Essa reflexão expressa uma verdade que caminha para os oitenta e sete anos.

 

O orador oficial da histórica sessão de fundação foi o conceituado médico e professor, Acylino de Leão Rodrigues, que proferiu eloquente oração sobre Medicina experimental, desde Hipócrates e os humores, a anatomia de Vesalius, a teoria da combustão de Lavoisier, fisiologia experimental de Claude Bernard, as descobertas de Pasteur e outros nomes consagrados das ciências. O mestre Acylino  de Leão, seria, alguns anos após, docente de Clínica Médica na Faculdade de Medicina e Cirurgia, e Medicina Legal na Faculdade Livre de Direito.

 

Meira transcreve no citado livro um documento de real valor histórico e que retrata, fielmente, a fundação da SMCP, publicado no mais antigo dos periódicos regionais “PARÁ MÉDICO Anno I N.1 Maio 1915” – É Acta da Sessão Inaugural da Sociedade Médico-Cirúrgica do Pará SMCP.

 

Alípio Augusto Barbosa Bordalo

 

 

 

A MEMÓRIA DOS MÉDICOS D’ANTANHO E O MUSEU DE MEDICINA DO PARÁ

 

O Acervo

Hoje o museu cresceu muito, o novo espaço já se torna pequeno.

           

A catalogação dos objetos, considerando-se a pluralidade do acervo, está constituída das seguintes coleções: 01-Instrumental; 02-Móveis hospitalares; 03- Aparelhagem médica; 04- Louças, Utensílios e Vidraria de Laboratório; 05-Mobiliário; 06-Objetos pessoais; 07-Fotos; 08-Documentos históricos; 09-Condecorações e Medalhas; 10-Diplomas e Certificados; 11-Livros artigos; 12-Teses; 13-Vestuário; 14-Bustos.

A coleção vidraria de laboratório é uma das mais ricas e interessantes, vale a pena ser vista.No momento estamos na etapa de elaboração do catálogo que servirá à divulgação do acervo.

 

Manoel de Almeida Moreira

 

OS CONGRESSOS MÉDICOS AMAZÔNICOS

Ocorreu aos dirigentes da Sociedade Médico-Cirúrgica do Pará (SMCP), tendo em vista o transcurso do 25º aniversário de instalação da mesma, em agosto de 1939, comemorar o evento realizando um congresso médico abrangente para discutir os problemas de saúde da Região Amazônica, idéia emanada de seu presidente, Dr. Prisco dos Santos, por todos atacada e aplaudida.

O Congresso não ficaria restrito à classe médica local,  pois os temas oficiais recairiam sobre problemas da região, necessitando serem ouvidos representantes das demais unidades nela integradas e também a opinião de reconhecidos especialistas, para debates e indicação de soluções.

Escolhidos os temas principais e estruturado o programa de ação, o projeto foi levado ao Interventor Federal, Dr. José Carneiro da Gama Malcher, que deu pleno apoio à iniciativa, oficializando o evento através do Decreto Nº 3.309, de 10 de julho de 1939.

 

Lançada, nos outros Estados, a idéia e formulados os convites, o Interventor Federal do Amazonas, Dr. Álvaro Botelho Maia, igualmente apoiou o evento. Inicialmente anunciado, no “PARÁ-MÉDICO”, como Congresso Médico da Amazônia, foi oficializado o título Congresso Médico Amazônico.

Desse modo, entre os dias 12 e 15 de agosto de 1939, foi realizado o I CONGRESSO MÉDICO AMAZÔNICO,  em Belém. Com propósitos pouco ambiciosos e explicitamente regionais, o ideal do Dr. Prisco dos Santos, com todas as dificuldades inicialmente transpostas, venceu o tempo e chegou até nós. Ultrapassando as limitações originalmente ditadas corporificou-se em um grande evento, hoje de caráter nacional, que mobiliza participantes de todo país e eventualmente do exterior, e ufana seus promotores e todos os participantes.

            Os CONGRESSOS MÉDICOS AMAZÔNICOS estão, assim, inseridos entre os maiores acontecimentos médicos atuais, no Brasil.

 

 

Leônidas Braga Dias

 

CLUBE DOS MÉDICOS

 

O CM está localizado na Avenida Dalva, no Bairro da Marambaia. Esta Avenida era pouco mais que uma trilha, com algumas casas de madeira e enchimento (barro). Naquela época encontrávamos alguns sítios (uma espécie de área de lazer de famílias abastadas), destacando-se o que pertencia ao Dr. Antônio Lobo, Engenheiro Civil, onde futuramente seria o CM.

No terreno existiam muitas árvores frutíferas, com uma ampla casa de madeira que ficava entre uma frondosa mangueira e jaqueira. Ao meio, ficava a piscina, cujo estrutura principal foi mantida até hoje, e nos fundos havia um imenso igarapé, “braço” do São Joaquim, que corta grande parte do bairro da Marambaia, e hoje está sob reforma do projeto da macrodrenagem.

Os imóveis situados nos lados e nos fundos do CM, numa visão muito inteligente, foram sendo comprados na gestão dos Drs. Gama e Juracy de Britto, ex-presidentes da SMCP, em consequência ampliou-se muito a área primitiva do clube, valorizando o título patrimonial.

 

Em 1966 o CM engatinhava, Dr. Gama presidente da SMCP, foi buscar Aldacy Avelino dos Santos, residente no Tapanã, para ser zelador do clube, onde até hoje permanece como tal, estando quase para se aposentar.

           

Na frente do CM, existia um muro de alvenaria e logo após a casa de madeira, que no início serviu para colocar geladeira, onde funcionava um rústico bar. Não existia nem mesas e garçons. Era tudo muito simples. Aldacy e sua esposa desdobravam-se na cozinha e bar, atendendo médicos e seus familiares.

Para efeito de registro histórico e curiosidade, o título patrimonial do CM nº 01 pertence ao professor Guaraciaba da Gama que foi presidente da SMCP durante doze anos (seis mandatos) de 1959 à 1971, quando assumiu o saudoso anestesista Juracy de Britto.

           

Atualmente possui vários tipos de sócios, distribuídos em várias categorias, tendo mudado a forma de filiação, porém continua fazendo parte do Departamento Social da SMCP.

 

Carlos Thadeu Matos Auad

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“A Classe Médica procura, num movimento animador, acompanhar a evolução da sociedade moderna”.

Sociedade Médico Cirúrgica do Pará - SMCP

Tel: 091-98131-9537

medicocirurgicapa@gmail.com

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