top of page

Laminina e Polilaminina: A Ciência que Pode Transformar o Tratamento de Lesões Medulares

  • Foto do escritor: SMCP Pará
    SMCP Pará
  • há 2 dias
  • 2 min de leitura

A evolução da medicina voltou a ganhar destaque com uma descoberta que pode representar um avanço histórico no tratamento de lesões da medula espinhal: a polilaminina.


E o melhor: foi uma pesquisa iniciada por uma brasileira! Mas antes de entender essa inovação espetacular, é fundamental compreender o papel da laminina, uma proteína essencial do nosso organismo.


O que é a Laminina?

A laminina é uma proteína estrutural que funciona como uma verdadeira “cola biológica” no corpo humano. Ela é o principal componente da membrana basal, uma fina camada que sustenta e organiza as células em praticamente todos os tecidos.


Principais Funções Biológicas


🔬 Adesão e Estrutura A laminina conecta as células à matriz extracelular, garantindo estabilidade e integridade aos tecidos.


🧠 Guia para Neurônios Durante o desenvolvimento embrionário, ela orienta o crescimento dos axônios — prolongamentos dos neurônios responsáveis pela comunicação neural — permitindo que formem conexões adequadas.


🧬 Sinalização Celular Atua na diferenciação, migração e sobrevivência celular, sendo fundamental para o funcionamento saudável dos tecidos.


Estrutura Química


Do ponto de vista bioquímico, a laminina possui uma estrutura característica em forma de cruz.É uma glicoproteína trimérica, composta por três cadeias polipeptídicas entrelaçadas:

  • Alfa (α)

  • Beta (β)

  • Gama (γ)

Essa organização molecular é essencial para sua capacidade de adesão e sinalização celular.


Figura: Representação esquemática da estrutura da laminina.
Figura: Representação esquemática da estrutura da laminina.

A Inovação: Polilaminina


Pesquisadores da Universidade Federal do Rio de Janeiro (UFRJ), sob liderança da professora Tatiana Sampaio, desenvolveram a polilaminina, uma versão modificada da laminina produzida a partir de proteínas extraídas da placenta humana.


O que é a Polilaminina?


Trata-se de uma rede tridimensional estável de laminina que, quando aplicada no local de uma lesão medular recente (preferencialmente até 72 horas após o trauma), atua como uma verdadeira “ponte biológica”, estimulando a reconexão dos neurônios.


Resultados Promissores

Estudos experimentais e acadêmicos prévios demonstraram resultados animadores. Em casos de lesões medulares completas, pacientes recuperaram movimentos significativos após a aplicação da substância — o que reforça o potencial transformador da terapia.


Situação Atual

Em janeiro de 2026, a Anvisa autorizou o início dos testes clínicos de Fase 1 em humanos, cujo objetivo principal é avaliar a segurança do tratamento. Esse é um passo fundamental para que a terapia avance rumo à validação científica definitiva.


Ciência, Inovação e Futuro


A pesquisa com laminina e polilaminina representa mais do que uma descoberta laboratorial — ela simboliza o avanço da biotecnologia brasileira e o potencial da ciência aplicada à regeneração neural.


O futuro da medicina passa pela integração entre bioquímica, engenharia molecular e inovação clínica.


E a laminina pode ser uma das protagonistas dessa nova era.

Você gostaria de saber mais sobre os critérios de participação nos testes clínicos autorizados pela Anvisa ou aprofundar a bioquímica das cadeias da laminina?


Portal SMCP


Comentários


bottom of page